sábado, 5 de fevereiro de 2011

Decisões antigas - processo penal

HC 73444 / RJ - RIO DE JANEIRO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  27/02/1996           Órgão Julgador:  Primeira Turma
Publicação
DJ 11-10-1996 PP-38499          EMENT VOL-01845-01 PP-00094
Parte(s)
PACTE.    : HILTON GOMES DE SOUZA
IMPTE.    : HILDA SOUZA DA TRINDADE
COATOR    : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Ementa 

EMENTA: - "Habeas corpus". - O prazo de 30 dias a que alude o § 2º do artigo 168 do C.P.P. não é peremptório, mas visa a prevenir que, pelo decurso de tempo, desapareçam os elementos necessários à verificação da existência de lesões graves. Portanto, se mesmo depois da fluência do prazo de 30 dias, houver elementos que permitam a afirmação da ocorrência de lesões graves em decorrência da agressão, nada impede que se faça o exame complementar depois de fluído esse prazo. - Aditamento de denúncia que se fez com base no parágrafo único do artigo 384 do C.P.P. Inexistência de nulidade. - Não obstante o réu tenha bons antecedentes e seja primário, a pena-base pode ser fixada acima do mínimo legal com fundamento nos demais fatores referidos no caput do artigo 59 do Código Penal. - Existência, ou não, de violenta emoção é matéria de prova que não comporta solução no âmbito do writ. "Habeas corpus indeferido.
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HC 72723 / PI - PIAUÍ 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  15/12/1995           Órgão Julgador:  Primeira Turma
Publicação
DJ 12-04-1996  PP-*****   EMENT  VOL-01823-02  PP-00209
Parte(s)
PACTE.     : HUMBERTO SOARES ARAUJO
IMPTE.     : ELIZABETH MARIA MEMORIA AGUIAR E OUTRO
COATOR   : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
Ementa 

"Habeas corpus". - De longa data, nesta Corte, tem sido predominante o entendimento de que a falta de alegações finais não acarreta nulidade no processo penal, pois esta só se dá na ausência de intimação para o seu oferecimento, nos termos do artigo 564, III, "e", do C.P.P. Precedentes do STF. Improcedência das alegações contrárias a esse entendimento. "Habeas corpus" indeferido.

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HC 72485 / PR - PARANA 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  24/10/1995           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 19-04-1996 PP-12214          EMENT  VOL-01824-02 PP-00277
Ementa 

EMENTA: - "Habeas corpus". - Esta Corte, ao julgar o RE 97.513 (RTJ 104/1267 e segs.), sendo relator o eminente Ministro Alfredo Buzaid, decidiu que "não se pode exigir que essa incomunicabilidade absoluta se estenda até o momento em que os jurados não estao em sessão, mas sim em recesso ou mesmo para uma outra postura urgente, desde que a comunicação não se refira ao fato em julgamento". - Ademais, no caso, houve omissão por parte da defesa, que, assim, concorreu para a nulidade alegada, sendo aplicavel, pois, o artigo 565 do C.P.P. - A falta de razoes de apelação e de contra-razoes a apelação do Ministério Público não e, segundo a jurisprudência deste Tribunal, causa de nulidade por cerceamento de defesa se o advogado constituido pelo réu foi devidamente intimado para apresenta-las. "Habeas corpus" indeferido, determinando-se a restituição dos autos da ação penal a origem.
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HC 72907 / SP - SÃO PAULO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  17/10/1995           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 22-03-1995 PP-08207          EMENT  VOL-01821-02 PP-00221
Ementa 

EMENTA: "Habeas corpus". - A jurisprudência desta Corte e no sentido de que a falta de intimação da defesa para requerer diligencias na fase do artigo 499 do Código de Processo Penal e causa de nulidade relativa, que só deve ser decretada se for comprovada a existência de prejuizo e desde que alegada oportunamente. - Não e o "habeas corpus" o meio processual habil para o reexame do conjunto probatório a fim de verificar se era ele suficiente, ou não, para a condenação imposta. "Habeas corpus" indeferido.

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HC 72788 / MG - MINAS GERAIS 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  04/08/1995           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 20-10-1995 PP-35259          EMENT  VOL-01805-03 PP-00559
Ementa 

EMENTA: "Habeas corpus". - Inexistência de nulidade pelo fato de a sentença ter considerado a ocorrencia de lesão grave com base no exame pericial que concluiu, antecipadamente, que a incapacidade perduraria por mais de 30 dias em face da gravidade das lesões sofridas, bem como em depoimentos testemunhais que comprovaram essa circunstancia. - Embora as partes tenham sido intimadas conjuntamente para a apresentação de alegações finais, a abertura de vista para elas se fez sucessivamente, em conformidade com o disposto no artigo 500 do C.P.P. - O desentranhamento das alegações finais apresentadas intempestivamente por advogado constituido devidamente intimado para apresenta-las não acarreta nulidade por falta de defesa, porquanto, de há muito, se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que ainda quando o advogado, devidamente intimado para faze-lo, deixe de apresentar alegações finais (e a isso se equipara a apresentação intempestiva por ter sido feita quase tres meses depois da abertura de vista), não há nulidade por falta de defesa (assim, nos HC 47.712 e 69.431, RECr 100.511 e RHC 47.130). - Inexistência da ocorrencia de prescrição. "Habeas corpus" indeferido.

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HC 72326 / RS - RIO GRANDE DO SUL 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  14/03/1995           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 20-10-1995 PP-35258          EMENT  VOL-01805-03 PP-00478
Parte(s)
PACIENTE   : ALCEU AMBROS MALLMANN
IMPETRANTE : AMADEU DE ALMEIDA WEINMANN
COATOR     : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
             RIO GRANDE DO SUL
Ementa 

EMENTA: - "Habeas corpus". - Se a pericia foi requerida unicamente pelo Ministério Público que veio a desistir dela, permanecendo silente a defesa, que disso tomou ciencia, e evidente que não pode esta alegar a nulidade do processo porque o deferimento daquele pedido de desistencia a prejudicou. Ademais, se a pericia fosse obrigatoria (art. 158 do C.P.P.), como sustenta a impetração, deveria a defesa do ora paciente ter impugnado o deferimento da desistencia, ou, pelo menos, a requerido no prazo, que lhe foi reaberto, do art. 499 do C.P.P. - Tratando-se de alegação relativa a aplicação de lei posterior ao trânsito em julgado da condenação, a qual se pretende seja "lex mitior", sendo competente para aprecia-la o Juízo das Execuções Criminais (Súmula 611), não tendo, portanto, esta Corte competência para aplica-la, originariamente, em "habeas corpus". "Habeas corpus" conhecido em parte, e nela indeferido.
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HC 71839 / MG - MINAS GERAIS 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. ILMAR GALVÃO
Julgamento:  04/10/1994           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 25-11-1994 PP-32302          EMENT  VOL-01768-02 PP-00325
Parte(s)
PACIENTE: RODARIO ALVES PEREIRA
COATOR  : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Ementa 

EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. CITAÇÃO. RÉU PRESO. PRAZO PARA O INTERROGATORIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRENCIA. A alegação de nulidade da citação, por não ter sido expedido mandado judicial juntamente com o pedido de requisição do réu preso, esta superada pelo comparecimento em juízo, onde foi constatada a desnecessidade de adiamento do interrogatorio. A designação do interrogatorio para a mesma data em que expedida a requisição não afeta o direito de defesa do acusado, seja porque não existe na lei processual exigência de interregno (HC n. 69.350), seja porque, preso há quase um mes, não poderia causar surpresa o fundamento da acusação, que e antecipado, em linhas gerais, pela nota de culpa ou pelo mandado, em caso de preventiva, possibilitando, assim, a elaboração de um esboco de autodefesa ou mesmo de defesa tecnica para oferecimento em juízo. Ademais, a celeridade na fixação do interrogatorio atendeu ao próprio interesse do acusado, que se encontrava preso. Habeas corpus indeferido.
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HC 70037 / RJ - RIO DE JANEIRO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  18/05/1993           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 06-08-1993 PP-14904          EMENT  VOL-01711-02 PP-00333
Parte(s)
PACIENTE   : TANIA  MARIA DOS SANTOS  E OUTROS
IMPETRANTE : LIAMAR  LEAL GONCALVES
COATOR     : TRIBUNAL DE ALÇADA CRIMINAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Ementa 

- "Habeas corpus". Extensão da apelação criminal. - De acordo com a jurisprudência desta Corte, a extensão da apelação se mede pela petição de sua interposição e não pelas razoes de recurso, de modo que a promotoria pública, como ocorreu no caso, se apela sem estabelecer restrições, não pode, posteriormente, nas razoes, restringir a apelação, por equivaler tal procedimento a desistencia parcial, o que, de acordo com o disposto no artigo 576 do Código de Processo Penal, não e permitido ao Ministério Público. "Habeas corpus" indeferido.
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HC 69431 / MG - MINAS GERAIS 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  04/05/1993           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 03-09-1993 PP-17743          EMENT  VOL-01715-01 PP-00130
Parte(s)
PACTE. :  JOÃO CARLOS DE SOUZA ou JOSÉ ROBERTO LOPES
IMPTE. :  JOÃO CARLOS DE SOUZA ou JOSÉ ROBERTO LOPES
COATOR :  TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Ementa 

- "Habeas corpus". Falta de alegações finais. Defensor Dativo. - E pacífico que a falta de alegações finais não acarreta a nulidade no processo penal, pois esta só se da na ausência de intimação para o seu oferecimento, nos termos do artigo 564, III, "e", do Código deProcesso Penal. - Isso ocorre não só quando o réu tem advogado constituido, mas também tem defensor dativo, pois o Estado tem o dever de suprir a falta de defensor, mas suprir, evidentemente, não impõe dever superior ao que existe quando não há necessidade desse suprimento. "Habeas corpus" indeferido.
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HC 70172 / SP - SÃO PAULO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  23/03/1993           Órgão Julgador:  Primeira Turma
Publicação
DJ 30-04-1993 PP-07565 EMENT VOL-01701-02 PP-00295
Ementa 

- "Habeas corpus". Nulidades processuais inexistentes. - Esta Corte, ao julgar a representação de inconstitucionalidade 1.280 (RTJ 116/889), declarou a constitucionalidade - por não conflitarem com os artigos 8., XVII, "b", e 153, paragrafo 15 da Emenda Constitucional n. 1/69 - das normas do Provimento CXCI/84 do Conselho Superior da Magistratura do Estado de São Paulo, com base nas quais foi feito o interrogatorio do ora paciente por meio de precatoria. A Constituição atual nada inovou a respeito, motivo por que não há que se pretender não tenham sido recebidas essas normas. - A utilização da estenotipia na audiencia de interrogatorio não configura nulidade, maxime se nenhum prejuizo trouxe ao paciente, que negou seu envolvimento nos fatos. - Não há que se declarar a nulidade da oitiva de testemunhas sem a presenca do paciente, porquanto, embora dispensada ela por defensor dativo, não foi ela alegada, no momento oportuno, por advogado ja então constituido, certo como e que, em se tratando de nulidade relativa, há a necessidade de sua oportuna alegação bem como a demonstração objetiva de prejuizo. - Se o advogado constituido, apesar de devidamente intimado, não compareceu a audiencia de oitiva da vítima e de testemunhas, foi regular a nomeação de defensor "ad hoc" (art. 265, paragrafo único, do C.P.P.). "Habeas corpus" indeferido.
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HC 69174 / RJ - RIO DE JANEIRO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. CELSO DE MELLO
Julgamento:  07/04/1992           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 14-08-1992 PP-12226          EMENT  VOL-01670-02 PP-00330
RTJ    VOL-00143-01 PP-00160
Ementa 

"HABEAS CORPUS" - ALEGADA NULIDADE DO PROCEDIMENTO PENAL POR AUSÊNCIA DO EXAME DE CORPO DE DELITO - INOCORRENCIA - POSSIBILIDADE DE SUPRIMENTO DO EXAME PERICIAL POR OUTROS ELEMENTOS PROBATORIOS - PEDIDO INDEFERIDO

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HC 69203 / SP - SÃO PAULO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  07/04/1992           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 08-05-1992 PP-06267          EMENT  VOL-01660-03 PP-00449
RTJ    VOL-00141-02 PP-00556
Ementa 

- "Habeas corpus". - Inexistência de cerceamento de defesa por falta de requisição do réu para a oitiva de testemunhas por precatoria. Intimação de seu defensor. - Reconhecimento fotográfico que foi corroborado por outros elementos probatorios. Não ocorrencia de nulidade. "Habeas corpus" indeferido.
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RE 141209 / SP - SÃO PAULO 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a):  Min. SEPÚLVEDA PERTENCE
Julgamento:  04/02/1992           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 20-03-1992 PP-03326          EMENT  VOL-01654-03 PP-00569
RTJ    VOL-00140-02 PP-00683
Parte(s)
RECTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
RECDO: ANDRELINA JOSÉ PEREIRA
Ementa 

"Habeas-corpus": competência originaria do Tribunal de Justiça de São Paulo: coação imputada a membro do Ministério Público Estadual. 1. Da Constituição do Estado de São Paulo (art. 74, IV), em combinação com o art. 96, III, da Constituição Federal, resulta a competência originaria do Tribunal de Justiça para julgar "habeas-corpus" quando a coação ou ameaça seja atribuida a membro do Ministério Público local; nesse ponto, o preceito da Constituição estadual não ofende a competência privativa da União para legislar sobre Direito Processual (CF, art. 22, I). 2. Não e exaustivo o rol dos casos de "habeas-corpus" de competência originaria dos Tribunais de Justiça, constante do art. 650 CPrPen., porque a competência originaria por prerrogativa de função, dita "ratione personae" ou "ratione muneris", quando conferida pela Constituição da Republica ou por lei federal, na orbita da jurisdição dos Estados, impõe-se como minimo a ser observado pelo ordenamento local: a este, no entanto, e que incumbe, respeitado o raio minimo imposto pela ordem central, fixar-lhe a área total. 3. A matéria de que se cuida, relativa a competência material por prerrogativa de função, não e da área estrita do direito processual, dada a correlação do problema com a organização dos poderes locais, conforme ja se entendia sob a ordem constitucional decaida (v.g., J. Frederico Marques), e ficou reforçado pelo art. 125 da vigente Constituição da Republica. 4. Tanto mais se legitima a norma questionada da Constituição local quanto e ela que melhor se ajusta, ao correspondente modelo federal, no qual - com a única exceção da hipótese de figurar como coator um Ministro de Estado - o princípio reitor e conferir a competência originaria para o "h abeas-corpus" ao Tribunal a que caiba julgar os crimes de que seja acusado a autoridade coatora.
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HC 69086 / DF - DISTRITO FEDERAL 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  10/12/1991           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 07-02-1992 PP-00739          EMENT  VOL-01648-02 PP-00192
RTJ    VOL-00140-02 PP-00590
Ementa 

"Habeas corpus". - Inexistência, no caso, de nulidade por desmembramento do processo penal. Inexistência, inclusive, de prejuizo (art. 563 do C.P.P.). - Por outro lado, se houver a continuidade delitiva com relação a crime a que o paciente responda em outro processo, e não podendo haver a reunião de processos porque num deles ja houve sentença definitiva, aplica-se o disposto na parte final do artigo 82 do C.P.P., o que impedira que o paciente sofra prejuizo. Inexistência, também nessa hipótese, de nulidade pela não-reunião dos processos. "Habeas corpus" indeferido.
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HC 67803 / RJ - RIO DE JANEIRO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  29/05/1990           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 14-09-1990  PP-09424      EMENT    VOL-01594-02  PP-00189
 RTJ      VOL-00133-01  PP-00271
Ementa 

- HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADES PROCESSUAIS. - IMPROCEDENCIA DA ALEGAÇÃO DE QUE O JUIZ SENTENCIOU ANTES DE OUVIDAS AS TESTEMUNHAS POR PRECATORIA. ADEMAIS, FICOU SANADA A NULIDADE REFERENTE A NÃO-FIXAÇÃO DE PRAZO CERTO NA PRECATORIA. - QUANTO A FALTA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA NO QUE CONCERNE A EXPEDIÇÃO DA PRECATORIA, A NULIDADE EXISTENTE FICOU SANADA, POR FALTA DE PREJUIZO, UMA VEZ QUE AS TESTEMUNHAS NÃO CHEGARAM A SER OUVIDAS, NÃO PODENDO, PORTANTO, ALEGAR PREJUIZO POR AUSÊNCIA DO PATRONO DO RÉU. - OCORRENCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA OS EFEITOS DO ARTIGO 499 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS INDEFERIDO.
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HC 67895 / SP - SÃO PAULO 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  17/04/1990           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 25-05-1990  PP-04606      EMENT    VOL-01582-02  PP-00352
Ementa 

'HABEAS CORPUS'. TENDO A PENA SIDO FIXADA NO MINIMO LEGAL, NÃO HÁ QUE SE FALAR EM NULIDADE EM FAVOR DO RÉU POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DE SUA DOSAGEM. NÃO-OCORRENCIA DE OFENSA AO ARTIGO 383 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 'HABEAS CORPUS' INDEFERIDO.
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RHC 67400 / RJ - RIO DE JANEIRO 
RECURSO EM HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  28/03/1989           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 12-05-1989  PP-07794      EMENT    VOL-01541-02  PP-00329
Ementa 

'HABEAS CORPUS'. PRISÃO PREVENTIVA. FIANCA. SE OCORREREM - COMO OCORREM NA ESPÉCIE - AS CIRCUNSTANCIAS QUE PERMITEM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, NADA IMPEDE AO JUIZ QUE, ANULADO O AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, DECRETE AQUELA PRISÃO CAUTELAR. O DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA ESTA DEVIDAMENTE JUSTIFICADO PARA A GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. NÃO HÁ QUE SE PRETENDER A LIBERDADE MEDIANTE FIANCA EM HIPÓTESE, COMO A PRESENTE, EM QUE SE VERIFICAM AS CIRCUNSTANCIAS A QUE ALUDEM OS ARTIGOS 323, V, E 324, IV, DO CÓDIGO DEPROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO EM PARTE; E, NA PARTE EM QUE FOI CONHECIDO, A ELE SE NEGOU PROVIMENTO.
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RHC 67185 / MA - MARANHAO 
RECURSO EM HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  21/02/1989           Órgão Julgador:  PRIMEIRA TURMA
Publicação
DJ 05-05-1989  PP-07161      EMENT    VOL-01540-02  PP-00191
Ementa 

'HABEAS CORPUS'. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RENOVAÇÃO DE EXAME DE CORPO DE DELITO. JA EXISTINDO O EXAME DE CORPO DE DELITO, O PEDIDO DE RENOVAÇÃO DESSA MODALIDADE DE PERICIA, QUANDO O JUIZ O JULGAR PROTELATÓRIO POR SER O JA REALIZADO SUFICIENTE AO ESCLARECIMENTO DA VERDADE, DEVE SER POR ESTE INDEFERIDO, COM BASE NO ARTIGO 184 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
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RHC 66997 / CE - CEARÁ 
RECURSO EM HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  19/12/1988           Órgão Julgador:  TRIBUNAL PLENO
Publicação
DJ 14-04-1989  PP-05458      EMENT    VOL-01537-01  PP-00154
Ementa 

'HABEAS CORPUS'. FALTA DE JUSTA CAUSA POR INEXISTÊNCIA DE INDICIOS DE AUTORIA. O ARTIGO 239 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONCEITUA O INDICIO COMO 'A CIRCUNSTANCIA CONHECIDA E PROVADA, QUE, TENDO RELAÇÃO COM O FATO, AUTORIZE, POR INDUÇÃO, CONCLUIR-SE A EXISTÊNCIA DE OUTRA OU OUTRAS CIRCUNSTANCIAS'. ISSO IMPLICA DIZER QUE, PARA HAVER INDICIO, E NECESSARIO QUE A CIRCUNSTANCIA CONHECIDA E PROVADA SEJA APTA A QUE SE POSSA CONCLUIR, RAZOAVELMENTE, PELA EXISTÊNCIA DA CIRCUNSTANCIA DESCONHECIDA (QUE, NO CASO, E A AUTORIA INTELECTUAL DO CRIME). JA O JUÍZO A QUE SE CHEGA SEM BASE PRECISA E MERA CONJECTURA OU SUPOSIÇÃO. NO CASO, AS CIRCUNSTANCIAS A QUE ALUDE A DENUNCIA PARA CONCLUIR PELA CO-AUTORIA INTELECTUAL DO HOMICIDIO (ATUALMENTE, AUTORIA, PORQUE O CO-AUTOR TEVE A AÇÃO PENAL ARQUIVADA POR FALTA DE ELEMENTOS PARA A DENUNCIA) NÃO AUTORIZAM, POR SI SOS, ESSA CONCLUSÃO, POIS FALTA UM ELO CIRCUNSTANCIAL PARA TANTO, QUE E O QUE, DE ALGUMA SORTE, AS VINCULE A AUTORIA INTELECTUAL, QUE, SEM ISSO, DELAS NÃO RESULTA RAZOAVELMENTE. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE DA PROVIMENTO.
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HC 66192 / MS - MATO GROSSO DO SUL 
HABEAS CORPUS
Relator(a):  Min. MOREIRA ALVES
Julgamento:  21/06/1988           Órgão Julgador:  Primeira Turma
Publicação
DJ 25-11-1988  PP-31064      EMENT    VOL-01525-03  PP-00588
Ementa 

'HABEAS CORPUS'. ALEGAÇÃO DE NULIDADES PROCESSUAIS. TEORIA DAS CAUSAS SUPRALEGAIS DE EXCLUSAO DO CRIME OU DE CULPABILIDADE. - NULIDADE REFERENTE A INVERSAO DA ORDEM PROCESSUAL AO PROCEDER-SE A OITIVA DE TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO, POR MEIO DE CARTA PRECATORIA, DEPOIS DE TER SIDO PROLATADA A SENTENÇA DE PRONUNCIA, NÃO E ABSOLUTA, E, NO CASO, FICOU SANADA. - DA INTEMPESTIVIDADE NA APRESENTAÇÃO DO LIBELO NÃO RESULTA A NULIDADE DA INSTRUÇÃO. - IMPROCEDENCIA DA ALEGADA DESCONFORMIDADE ENTRE O LIBELO E A SENTENÇA DE PRONUNCIA. - IMPROCEDENCIA DA ALEGAÇÃO RELATIVA AO DESAFORAMENTO, A QUAL, ADEMAIS, ESTA PREJUDICADA COM A REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO. - IMPROCEDENTES, TAMBÉM, AS ALEGAÇÕES DE DEFICIÊNCIA E DE ERRO NA ELABORAÇÃO DOS QUESITOS, BEM COMO DE CONTRADIÇÃO EM SUAS RESPOSTAS. - IMPROCEDENCIA, TAMBÉM, DA ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. EM NOSSO SISTEMA JURÍDICO NÃO E ADMISSIVEL A TEORIA DAS CAUSAS SUPRALEGAIS DE EXCLUSAO DE CRIME OU DE CULPABILIDADE. CORRETA, POIS NA FORMULAÇÃO DOS QUESITOS, A ALUSAO AO ESTADO DE NECESSIDADE E NÃO A INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. 'HABEAS CORPUS' INDEFERIDO.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Trecho do novo livro do Dworkin

Trecho do novo livro do Dworkin, "Justiça para Porco-Espinhos"

http://www.nybooks.com/articles/archives/2011/feb/10/what-good-life/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+nybooks+(The+New+York+Review+of+Books)

Harvard Law Review 2011 - novo constitucionalismo



Muita gente está comentando a edição de janeiro de 2011 da Revista de Direito de Harvard. Em especial um artigo sobre os novos rumos do constitucionalismo.

O comentário do professor Ribas fala em "furacão da teoria constitucional americana":

A teoria constitucional americana está sendo varrida por um furacão. Nem contramajoritarismo, nem majoritarismo com reflexos nas teorias do dialogo, vejam a publicação de Harvard Law Review de janeiro de 2011 com o seu texto principal direcionado para uma nova proposta de análise da atuação do Judicial Review (acesse via portal Capes). O que se discute é a capacidade da constituição criar uma moldura de estabilidade institucional. Valoriza-se, assim, novamente o Judicial Review se direciona para a estabilidade. Retoma-se um desenho institucional madisoniano. No caso do Battisti, por exemplo, o STF não estaria nem contribuindo para uma estabilidade institucional e nem a efetivação de direitos. Vamos pensar nisso!


O Link do texto é esse:



Há até um comentário do Marcelo Cattoni sobre os textos e uma resposta do Prof. Ribas.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Novos constitucionalistas americanos e a nossa renovação

> Estimado amigo Marcelo Cattoni - Por favor retribua o abraço enviado pela
> Theresa Calvert. Agradeça o endereço do blog e o seu texto abaixo.
> Independentemente de suas acertadas e importantes observações a respeito do
> artigo de Daryl Levison para Harvard Law Review de janeiro de 2011, eu
> "senti" no ar que estavamos diante de uma nova geração de
> constitucionalistas americanos. Quando eu li a mensagem do blog enviado
> por Thereza Calvert pude ver um texto, creio, de 2009 citado de Daryl
> Levison publicado pela Harvard Law Review sob o titulo States Law. Eu não
> li o texto e nem baixei. Trata-se do tema sobre o direito estadual. Eu
> quero afirmar sim que o Daryl Levison "passou" por mim acabei não dando a
> devida importância. No blog enviado por Theresa Calvert, meu caro Marcelo
> Cattoni, percebi que o Levison publicou com Richard Pildes (só procurar no
> google e colocar ssrn). Pildes, creio, vai aparecer na Supreme Law Review
> de maio. O texto de Pildes nós temos, é só colocar no google. É um texto
> bastante instigante datado creio de novembro de 2010. Ele examina
> exaustivamente a polaridade entre majoritários (Robert Dahl, Fridman e
> outros) e contramajoritários (Bickel). A grande questão que se coloca por
> que não há uma renovação do pensamento constitucinal no Brasil. Creio que
> ficamos prisioneiros desse triste quadro que é o nosso STF e a debates que
> já estão datados - principios.
>
>
>
>
>
> Veja que interessante...
>
> Quem me mandou foi a Theresa Calvet, com um abraço para você.
>
> Um grande abraço, Marcelo.
>
> No site *The Law School Magazine* da New York University School of Law:
> http://blogs.law.nyu.edu/magazine/2010/profile-daryl-levinson/
>
> *Introducing Daryl Levinson*
>
> When asked recently for his résumé, Daryl Levinson realized he didn’t have
> one. In 15 years of teaching at three law schools, employers have always
> pursued him. It’s hard to imagine a piece of paper conveying everything
> that
> he has going for him anyway. Colleagues rank him among the most original
> thinkers of constitutional law and theory in the academy. His generosity
> in
> mentoring junior faculty is legendary. He’s so popular with students that
> at
> Harvard Law School, where he had been on the faculty since 2005, the class
> of 2008 honored him with the Sacks-Freund Teaching Award. In short, says
> his
> former Harvard colleague Michael Klarman, “He is the Michael Jordan of the
> legal academy.”
>
> Yet try to pay Levinson a compliment and he’ll vigorously try to convince
> you that you are mistaken. “I don’t really do anything important,” he
> says.
> “Many of my colleagues are real lawyers, involved in high-stakes
> litigation
> or helping to run the country. Others are writing scholarship that helps
> solve real-world problems. I just sit around reading and thinking about
> idiosyncratic ideas that hardly anyone else cares about, and occasionally
> I
> write articles that hardly anyone reads. Then I teach that stuff to the
> students.” Levinson avoids the spotlight so strenuously that he attempted
> to
> quash this very magazine profile. But colleagues have developed
> work-arounds. “When you try to say something nice to his face,” Harvard
> Law
> professor Gabriella Blum says, “he turns his head sideways, rolls up his
> eyes, and waves his hand dismissively.” She now e-mails her thank-yous.
>
> Levinson, 41, who taught at NYU Law from 2002 to 2005, rejoins the faculty
> as the first David Boies Professor of Law, after spending last year as an
> inaugural fellow of the Straus Institute for the Advanced Study of Law &
> Justice here. “Daryl is beloved for his commitment to academic values,
> brilliant mind, helping colleagues push their work to the highest level,
> spectacular teaching, and for the way he combines personal warmth with
> darkly cynical wit and humor,” says Richard Pildes, Sudler Family
> Professor
> of Constitutional Law.
>
> This year, Levinson will teach Constitutional Law and Remedies, subjects
> that he has taught many times. Yet he will still prepare eight to 12 hours
> for every in-class hour. Over-preparing is the only way to keep his stage
> fright under control, says Levinson. But the effort pays off. “You don’t
> go
> to his class to hear a stale lesson,” says former student John Rappaport.
> “Watching him present a case, break it down and turn it inside out, is
> like
> watching someone do a magic trick.”
>
> Levinson approaches prevailing ideas with the same skepticism he uses to
> judge himself. “Daryl specializes in popping ideas—taking apart the
> conventional wisdom with devastating results,” says Yale law professor
> Heather Gerken. One example is “Separation of Parties, Not Powers,” which
> he
> co-authored with Pildes and published in the *Harvard Law Review* in 2006.
> Much of constitutional law and scholarship rests on the assumption that
> Congress and the Executive Branch are cast in competing roles that check
> and
> balance each other; this article points out that the lines of conflict in
> politics correlate much more strongly with political parties than with
> branches of government.
>
>
> Another distinctive feature of Levinson’s work is that it often develops
> ideas that range across conventional legal categories—and beyond. In
> “Collective Sanctions” (*Stanford Law Review*, 2003), Levinson examines
> topics ranging from blood feuds in primitive societies to microcredit
> lending in developing countries to determine when it makes sense to punish
> a
> group for the misdeeds of individual members. Similarly, a piece in
> progress
> called “Rights and Votes” explores choices for protecting minorities by
> drawing from at least a dozen legal and political contexts. “He’s
> remarkably
> synthetic in his work,” says David Golove, Hiller Family Foundation
> Professor of Law.
>
>
> Levinson’s work is also acclaimed for bridging major scholarly divides. In
> articles such as “Empire-Building Government in Constitutional Law”
> (*Harvard
> Law Review*, 2005) and “Rights Essentialism and Remedial
> Equilibration” (*Columbia
> Law Review*, 1999), Levinson applies insights from the economic analysis
> of
> corporations and the common law to constitutional law. “By applying the
> intellectual toolkit of privatelaw scholarship to questions of public law,
> Levinson has opened entirely new ways of looking at familiar questions,”
> says John Jeffries Jr., former dean of the University of Virginia School
> of
> Law. His recent work with former Harvard colleague Jack Goldsmith on the
> parallels between constitutional and international law, including the
> article “Law for States” (*Harvard Law Review*, 2009), blurs another
> traditional boundary and creates new possibilities for collaboration and
> cross-pollination.
>
> Levinson regards his own life with droll detachment. He grew up in
> Atlanta,
> where he attended public school. He remembers excelling in eighth grade
> physics taught by Coach Sport. “Sport—his real name—was hired to coach
> football, then was relegated to do classroom teaching,” he says. To
> illustrate the workings of electricity, Sport stripped the wires from a
> hand-cranked generator and would command students, two at a time, to grab
> an
> end. “He would start cranking the generator, and your arm would burn and
> shake. Whoever held on the longest would get an A,” he says. The students
> also learned about wind resistance from the wooden paddle that Sport used
> to
> maintain discipline.
>
> Levinson credits Coach Sport for his intellectual curiosity. “My friends
> and
> I realized that if we wanted to learn anything beyond football and
> corporal
> punishment we would have to figure it out for ourselves.”
>
> Harvard University was a culture shock for Levinson. As his ambitions
> drifted from playing guitar in a punk band to opening a burrito stand, his
> classmates were “already years into strategizing their ascent to the
> Supreme
> Court or Goldman Sachs.” In time, however, he came to appreciate the
> advantages of not being relentlessly groomed for success. “I saw a lot of
> people climbing ladders without much thought about why they wanted to get
> to
> the top.”
>
>
> Levinson’s defining intellectual experience at Harvard came when he
> stumbled
> upon Richard Rorty’s *Philosophy and the Mirror of Nature*. “His work
> showed
> me for the first time that scholarship could be as profound and sublime as
> a
> Nabokov or Faulkner novel.” Earning his B.A. in 1990, Levinson took time
> off
> to travel before entering the University of Virginia to study with Rorty
> himself, and to study law. Graduating in 1995 with a J.D. and, as he
> describes it, “a hodgepodge of graduate work in philosophy and English,”
> Levinson, then 26, accepted Virginia’s offer to teach in the law school
> the
> following year. “I never set out to become a law professor, I didn’t have
> the foresight to realize how great a job it would be for me,” he says.
>
>
> Levinson returns to New York with his wife, Wendy, 40, who plans to
> restart
> her publishing career here, their sons Henry, 5, and Oliver, 2, and the
> family’s labrador retriever, Esther. Teaching at Harvard was “a once in a
> lifetime opportunity” says Levinson, but he missed NYU Law, he confesses.
> “The array of interesting people from every discipline, who are either on
> the faculty or are passing through giving a workshop, doing a colloquium
> or
> teaching a course, is really amazing. There’s an intellectual and cultural
> vibrancy, an openness to new ideas, and a relentlessly forward-looking
> perspective that makes NYU—and New York City—different from anywhere else
> in
> the world.”
>
> --
> Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira
> Professor Associado da Faculdade de Direito da UFMG
> http://lattes.cnpq.br/4442732824534071
 




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TDA e os simpsons

É muito bom o post do Alexandre Morais da Rosa com um desenho dos simpsons sobre Transtorno de Déficit de Atenção:

http://alexandremoraisdarosa.blogspot.com/2011/01/qualquer-semelhanca-e-mera-coincidencia.html

André Tabosa
MPCE

Modulação contratos administrativos

 RECURSO ESPECIAL Nº 2211999 - SP(2024/0245042-2) RELATORA : MINISTRA REGINA HELENA COSTA RECORRENTE : PRODUMED - SERVICOS,INDUSTRIA E COMER...